A A l m a d e u m P o e t a
Para Heloísa Dias Gramari
A alma de um poeta precisa de alimento, precisa da ração diária de lirismo e contemplação, momentos de ascese contra o abismo da maquinação desumana.

Precisa da flor, mesmo a insana que brota no asfalto, se não fica falto de cor. Assim como precisa de ar seu corpo, precisa de poesia sua alma. Precisa da calma contemplativa para digerir o instante que vem, para pegar o trem da fantasia.
A alma de um poeta também precisa ser orvalhada, precisa espalhar por páginas toadas de sons e lágrimas. Nefelibatas não desconhecem o valor da luta, nem o suor da labuta e do pão.
Precisa de risos e sorrisos um poeta. Precisa gargalhar até doer seu ventre, seu entre, e seu corpo todo ressonar o riso. Pois a alegria é elemento, é alimento vital à vida, à poesia, aos sentidos.
A alma de um poeta precisa da beleza. Ela é como a água na natureza. Acesa a candeia dos encantos, dos cantos, dos mantos, dos santos (quiçá), a indiferença é pecado. Mas minha crença não me permite crer que ante o belo haja ser que não se prostre nem se mostre extasiado.
Um poeta não precisa, no entanto, de muitas iguarias sobre a mesa de um palacete. Um verde nos olhos viçado e realçado na poesia de um riso amigo já lhe é um banquete...
Comentar:
P e r f i l
Sou dado a sonhos altívolos. Em meu nome, trago as asas de meus mais profundos desejos de liberdade. Deslumbro-me com a claridade do sol e a altura do vôo. Afogado na aspiração de ser alado como um deus, sou pagão desde a origem dedálea de meu nome.
Sou afeiçoado a sons altíssonos. Em mim, trago ambições cerzidas de intensas ânsias elevadas. Descubro-me vário sob a luz lunar e o sublime êxtase de um acorde. Acossado no desejo de ser como Orpheu, sou aedo desde a origem labiríntica do que é meu.
Ícaro sou eu, homem feito das fibras intrincadas do desejo. Recuso toda advertência que castra o vôo, mesmo pagando com a morte a ousadia. Digo isso porque há muitos tipos de mortes em vida, muitos preços por ousar viver. A vontade de potência no mais alto grau desejante jamais é lassa, mesmo quando lhe grassa a lassidão. E eu só vivo da vontade de potência.
Este sou eu: Ateu, epicureu, nunca filisteu. Aedo alado, desejo flagrado e deflagrado. Sim, este sou eu...
Blogs:
Alma em Punho
Betamania
Sede em Frente ao Mar
Blog da Paula
Blog da Ruiva
Dequinh@
DesnudaS
Diálogos de um amigo imaginário
Diálogos Impertinentes
Eu do Avesso
Fragmentos de Carolina
Ipsis Litteris
Letras Proibidas
Literatus
Meu Cantinho -- Lucia
Minha Alma
Minimalist
Pulsar Poético
Ritinha
Simplesmente Outono
Teofilo Tostes
A Vitrolinha
Créditos:
Thakira
Blogger Brasil